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Medidas regulatórias geram perdas bilionárias

O relatório sugere que o setor priorize a redução de medidas consideradas ineficiente


O relatório sugere que o setor priorize a redução de medidas consideradas ineficientes O relatório sugere que o setor priorize a redução de medidas consideradas ineficientes - Foto: Foto: Portos RS

Barreiras comerciais de natureza regulatória e técnica vêm ganhando peso crescente no comércio internacional de grãos. Um novo relatório aponta que esse tipo de exigência tem provocado impactos bilionários sobre as exportações australianas, ao elevar custos e limitar o acesso a mercados estratégicos.

De acordo com levantamento da Grains Australia, as chamadas medidas não tarifárias equivalem atualmente a uma tarifa média de 20,4% sobre os grãos exportados pelo país. O percentual é cerca de quatro vezes superior à tarifa média aplicada pelos dez principais destinos das exportações australianas. O efeito direto dessas exigências é uma perda estimada de US$ 4,6 bilhões por ano em receitas para o setor.

A análise tem como base estudos concluídos pela ABARES em março de 2025 e utiliza metodologias econômicas desenvolvidas em parceria com pesquisadores da Universidade Nacional Australiana. O diretor executivo da Grains Australia, Richard Simonaitis, avalia que o enfrentamento dessas barreiras se tornou mais urgente à medida que tarifas tradicionais perderam espaço para exigências regulatórias e técnicas mais complexas.

Segundo ele, o acesso a mercados hoje é moldado principalmente por requisitos que podem aumentar riscos e incertezas aos exportadores. O desafio, conforme contextualiza, está em diferenciar regras que valorizam a segurança e a qualidade do produto australiano daquelas que elevam custos sem gerar ganhos efetivos.

O relatório sugere que o setor priorize a redução de medidas consideradas ineficientes ou duplicadas por meio de diálogo técnico e governamental, fortaleça negociações internacionais com estratégias específicas para cada mercado, amplie a participação da indústria nas discussões e avance em reformas internas para reforçar a resiliência da cadeia produtiva. A avaliação é que negociações bem-sucedidas dependem de dados consistentes e compreensão detalhada do cenário regulatório.
 

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